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Ela é caracterizada por múltiplos desgarros microscópicos de fibras nervosas em vastas áreas de substância branca do cérebro.
Esta patologia surge exclusivamente em traumas de alta energia com rotação acentuada (aceleração rotacional) ou desaceleração abrupta, o que é típico em acidentes automobilísticos severos. Com este mecanismo, partes menos fixas do cérebro (como os grandes hemisférios) deslocam-se em relação ao tronco cerebral fixo, o que leva a danos nas vias condutoras na região dos pedúnculos cerebrais.
A diferença física de inércia causa o efeito de “tesoura gigante”, que estica, torce e rasga mecanicamente os prolongamentos longos dos neurônios (axônios) e os pequenos vasos sanguíneos. O processo destrutivo não termina no momento do acidente. No dia seguinte, os axônios danificados, mas ainda intactos, incham, seu esqueleto de transporte interno é destruído e eles se separam definitivamente de suas células (a chamada axotomia secundária).
A imagem clínica clássica é o desenvolvimento imediato de um coma profundo e prolongado no local do acidente. Neste caso, o paciente não apresenta hematomas intracranianos significativos ou fraturas que poderiam explicar a gravidade da condição. No período agudo, observam-se sintomas graves de tronco cerebral, rigidez de decerebração (extensão forçada e não-natural dos membros) e perturbação no ritmo respiratório.
O diagnóstico é desafiante: em tomografias computadorizadas iniciais, o cérebro pode parecer praticamente normal ou mostrar apenas pequenas hemorragias pontuais no corpo caloso. A ressonância magnética é o padrão-ouro para a confirmação do diagnóstico. O prognóstico é extremamente grave: a patologia frequentemente leva à profunda incapacidade, transição do paciente para um estado vegetativo crônico ou óbito.
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