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Parestesia

Também conhecido como: Alteração da sensibilidade

Parestesia (do grego para — próximo, desvio e aisthesis — sensação) é uma sensação desagradável qualitativamente alterada que surge espontaneamente na pele, sem qualquer estímulo físico externo visível.

Os pacientes geralmente descrevem esse fenômeno como “formigamento”, sensação de alfinetes e agulhas, queimação ou como uma leve corrente elétrica.

Etiologia e fisiopatologia

A base fisiopatológica desse sintoma é a irritação local das fibras sensoriais do nervo periférico, da raiz nervosa ou das vias sensoriais na medula espinhal. O impacto mecânico leva à alteração da permeabilidade dos canais iônicos da membrana do axônio, gerando impulsos nervosos ectópicos (incorretos, caóticos).

Na prática traumatológica, a causa mais comum da parestesia é a compressão mecânica aguda do nervo por fragmentos ósseos deslocados, hematoma crescente ou edema tecidual. O sintoma também pode ser causado por isquemia transitória do tronco nervoso, por exemplo, devido à aplicação prolongada e inadequada de um torniquete hemostático em um membro.

Importância clínica

A parestesia é um importante marcador clínico precoce de danos compressivo-isquêmicos ao sistema nervoso. Sua localização precisa no corpo permite ao médico diagnosticar com alta precisão o nível do nervo ou raiz afetado antes mesmo de realizar testes instrumentais.

É importante diferenciar claramente a parestesia da hiperestesia (sensibilidade aumentada à dor ao toque comum) e da anestesia (perda total de qualquer sensação). A parestesia que persiste após a lesão é um sinal de alarme que requer liberação cirúrgica imediata do nervo para evitar sua morte irreversível.

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