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O trauma resulta na separação anatômica completa da parte posterior do arco do corpo da vértebra, gerando notável instabilidade.
Historicamente, o mecanismo desse trauma estava associado à execução por enforcamento. A extensão abrupta e vigorosa da cabeça para trás (hiperextensão), combinada com o estiramento do pescoço pelo peso do corpo em queda, levava à separação das lâminas do áxis e à ruptura fatal da medula espinhal.
Na traumatologia civil moderna, a absoluta maioria dessas fraturas ocorre devido a acidentes de trânsito. Um cenário típico é a colisão intensa do rosto ou queixo no volante ou para-brisa, causando hiperextensão explosiva do pescoço e compressão axial.
A linha de fratura atravessa precisamente a zona mais frágil da segunda vértebra — sua parte interarticular. Como resultado, a parte anterior da vértebra (corpo com processo odontóide) perde o vínculo mecânico com as estruturas de fixação posteriores e desliza para a frente, o que na biomecânica é denominado espondilolistese.
A lesão é classificada como uma fratura instável. A gravidade é avaliada por classificações específicas que consideram o grau de deslocamento da vértebra e a presença de deformações angulares.
Assim como na fratura de Jefferson, pacientes com essa lesão podem ser internados sem um déficit neurológico significativo. A separação e manutenção da lâmina posterior no lugar ampliam funcionalmente o canal vertebral, proporcionando espaço extra à medula espinhal.
No entanto, a instabilidade do segmento cria ameaça constante de tetraplegia tardia com qualquer leve deslocamento do pescoço. O tratamento baseia-se em princípios de imobilização rígida: desde a aplicação de um aparelho Halo até a realização de uma espondilodese anterior com placas metálicas.
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